Dezembro 09, 2001

O tempo nos relacionamentos

No princípio a gente pede ao tempo que nos mostre se o sentimento é prá valer. Sabemos que pode ser fogo de palha e ninguém quer cometer erros do passado.

Como pedimos, o tempo começa então, a exercer a sua força. Passam-se os anos e você vê que o amor aumenta, vivendo das oportunidades, brechas que a vida dá.

Aí você vê que os encontros são mais naturais e mais profundos. Ficar junto é cada vez melhor. A cada toque se vai mais fundo na emoção. Confiamos cada vez mais. Expomos nossas fragilidades e elas se transformam em força. Unem-se corpos e almas. Esboçam-se, sem licença, tímidos desejos de sonhar juntos.

Pois então, como disse a Adélia Prado -- "A multidão em volta com seus olhos cediços, põe caco de vidro no muro, para o amor desistir (...)", mas se ele existe de verdade, vence sempre!

Coisa mágica que só dá prazer e é de verdade quando flui. E que posto de quarentena, tira da vida a emoção, aquela que faz a vida ser de verdade. O máximo!, como diria alguém.

Inauguraram o "colar" de luzes -- Pão de Açúcar de visual novo!

Uma festa de fogos lançados do Forte, aqui no final da Urca, marcou a inauguração do colar de luzes que liga o Pão de Açúcar ao Morro da Urca. Não tinha visto nada tão bonito e de tão perto.
Recebi uma saraivada de luzes. Lindo!


Novos e já amigos se encontram...

Acho que uma parte das pessoas aprendeu a ampliar as amizades a um intuito, digamos assim, mais comprometido com as questões das necessidades básicas da nossa população. Dessa forma, as amigas se reuniram e, ao mesmo tempo, contribuiram com as campanhas de distribuição de alimentos.

E, foi ótimo conhecer novas gentes, que só conhecia pelas letras nos blogs. Melhor ainda, ampliar a consciência de que fazemos parte de uma comunidade nacional, onde uma grande parte é carente e não só de alimentos. Como diz parte do lema dos escoteiros: Sempre alerta! (...)

Levamos "bomba" outra vez.
É, bomba no sentido colegial mais antigo e conhecido de muitos: reprovação; repetir; fazer outra vez o que não deu para fazer em determinado período. Não é nenhum desses produtos que andam à venda por aí, mas é antes um efeito que ronda, a nós brasileiros, faz tempo.

Fomos o último colocado no PISA -- Programa Internacional de Avaliação de Alunos, que mede a leitura e o nível de compreensão dos alunos. O princípio de tudo, certo? A origem do aprender. E, seguem-se as justificativas oficiais que aliam o baixo resultado educacional às desigualdades nacionais, colocando uma cola tão firme que não permite nenhuma saída ou solvente que desatrele um atraso do outro.

O editorial do JB de hoje fala disso, de uma forma bem mais apropriada do que eu. Aqui é só um desabafo raivoso, contra essa brincadeira dos índices que tentam mostrar como diminuiu o número de repetências no país.

A Finlândia, primeira colocada na pesquisa é hoje o centro high-tech do mundo -- graças à educação. Os Estados Unidos, lá na sexta colocação, pressentem a ameaça que vem da avaliação do conhecimento da sua futura geração.

Aqui vivemos das soluções das emergências, sem tempo, interesse ou espaço para as ações que poderiam dar soluções consistentes às tais das emergências. Como paramos sempre no primeiro passo e falta chão para os passos seguintes, vivemos labirinticamente tem tempo.

Você sabe qual é o plano para a educação do Brasil de 2010? Me fala?

Dezembro 08, 2001

Redundâncias em torno das brechas


Um grupo de amigos no Botequim; muita conversa Informal.
Confidências confidenciadas.
Brincadeiras brincadas.
Cumplicidade tornada cúmplice.
Amizade rola solta.
Sintonia sem palavras.
Amor feito amantíssimamente amado

-- um viva para as brechas da vida, a única em que rola a vida que quero de verdade!

Dezembro 07, 2001

O "frisson" do dezembro

Já reparou o que acontece em dezembro? Eu não sei o que é, mas bate uma urgência em todo mundo...Urgência de fazer e de realizar, ao lado de compartilhar e de repartir.

Parece que, com medo de se ver envolvido nas ceias e nos presentes, vem a vontade de fechar coisas novas, além de dar conta das que rolaram morosamente o ano todo.

Esse, creio é o verdadeiro "espírito de Natal dos negócios". Ter a sensação de que se acaba o ano com perspectivas de realização para o próximo. Mais uma vez, nos recusamos a aceitar a idéia de finitude anual e investimos no simpático refrão "a música não pode parar". Acho isso muito bom.

E som na caixa!

Dezembro 06, 2001

Pode? Praia da Urca -- point matinal?

Sete horas da manhã. Seis barcos pesqueiros, lançando as suas redes quase na areia. Dois barcos de remo. Um "quiosque" de refrigerante montado. Aula de alongamento. Um garoto prá lá de bêbado, talvez comemorando a vitória do Flu -- tudo isso no mesmo espaço da ex-pacata praia. Quem diria...ela virou fashion. E, olha que ainda não inauguraram o colar de luzes que irá ligar o Pão de Açúcar ao Morro da Urca. Melhor que Marbella.

Dezembro 05, 2001

Hoje, pela manhã, bem cedinho, a estátua do Cristo estava enrolada numa echarpe(acho que tem um acento aqui, mas não sei onde) de nuvens. Chiquérrima essa nossa sétima maravilha do mundo.
Blogtalkshow

Essa aí eu inventei, assim, tudo escrito junto. A idéia surgiu da solidão que é você escrever, sem personificar o seu possível leitor.

No princípio, tinha o "Comente esse post", que era respondido por email direto para quem havia colocado. Então, mudei para "Comente", para que se fale sobre qualquer coisa que a leitura tenha trazido ao pensamento.

E é como se fosse um talk-show, onde um conversa com outro; faz perguntas e, de repente não tem mais entrevistador e entrevistado -- tem gentes visitadas. E está sendo a melhor parte da minha brincadeira. São outras histórias que rolam a partir de qualquer coisa.

Tem um monte de gente fazendo isso e agora o circuito se ampliou. Você lê o post, escreve seus comentários, procura respostas ao que já havia comentado, responde em cima e o círculo aumenta. O máximo! Nada muito novo, mas bem estimulante e torna esse "bloquinho" uma via de mão dupla. Uma pracinha de bairro.

O Marco, meu guru presencial, homem das tecnologias, me disse: "Joyce, os comentários não têm nada a ver com o escrito!"

Têm sim, meu amigo. Isso é efeito do pensamento não-linear, anárquico contra as estruturas rígidas e enquadrantes, mas muito lógico com as associações que estabelece. O meu preferido.

Estava devendo esta explicação à Rossana, lá do Wumanity.

Dezembro 03, 2001

Wow! Wow! Wow!...

Foi um som parecido com esse que veio do mar, junto com um barco a remo. O barco vinha rápido movido pelo motor humano, formado pelos 6 remadores. Os 5 homens fortes, ombros largos e uma moça colocaram o barco na areia e ficaram por ali, conversando.

A aula grátis corria e eu concentrada no movimento dos remadores. Na série dos abdominais, em que minha concentração atinge o ponto mais baixo, eles saem da beira d'água, vão para a parte da areia fofa, se posicionam estrategicamente e saem correndo de volta para o barco. Num movimento coordenado, cada um, a seu tempo, toma o seu lugar ao lado do remo. O barco balança um pouco, aceitando o tranco e o grupo sai remando. O som ritmado, ao lado dos movimentos não tão coordenados, lembrou um pouco o exército de Brancaleone.

A aula segue e eu sigo com os olhos os remadores, que passeiam pela baía para lá e para cá. Manhã linda de segunda-feira.

Dezembro 02, 2001

A última lá do Afrodite

Pego só um pedacinho e aponto você para ler completo .

"(...)Se você se trai e ainda assim
pensa que me engana,
se engana;
uso a sua culpa
para passear sem coleira (...)"

Há certas coisas que a gente lê e ri por dentro. Acho que essa reação é na verdade uma forma de oi, olá, tal qual você faz quando vê um conhecido seu. Ler o que, em algum lugar de você já estava escrito é se reconhecer no escrito e daí o sorriso.

Porque é impressionante como os apaixonados se traem. Engraçado o uso desse verbo trair aí nessa situação. Trai a quem? A si mesmo, a quem tentava se enganar não reconhecendo o sentimento.

Então, pensa no circuito: O sentimento está lá dentro, reprimido, escondido. Vem o ato que falha e dá cabo do esquema de segurança que guardava a emoção. Escapole então aquilo que era mantido escondido. Salta para fora, pipoca nos entornos, é visto, notado e comentado pela multidão à volta. E, ao perceber que os outros sabem; você o reconhece.

A "traição", nesse caso pelo menos, é o sentimento fazendo-se ato.

E aí, meu amigo, só muita patologia para continuar negando a explosão.

E, se a patologia vencer, você que é o outro na relação, sinta-se livre e saia "para passear sem coleira".

Festa

Nossa, como é bom uma festa, para quem está meio para baixo, como eu. Conversa boa, gente nova, muito proseco geladinho e com direito a dançar um forró. Acrescente aí a vista da Lagoa. Minha Mãe! O que é aquilo? Fiquei dividida entre participar da festa ou ficar na janela. Agi com inteligência e conversei na janela, o proseco foi bebido grande parte na janela, dancei olhando para a janela.

A Lagoa é o lugar do Rio, junto com o Cristo, é claro, que é lindo sempre: de manhã, à tarde, à noite, com sol, com chuva, com nuvens ou sem elas. É tão magnífica vista de cima, quanto andando à sua volta. Aquela casinha no campo tem na Lagoa uma grande concorrente. No meio do meu enlevo-pasto para os olhos, alguém disse: e quando cheira mal por conta dos peixes? E lá isso é hora de se pensar nisso?

Parece a história que me contaram de um cara que adorava acampar. Pois bem, ele casou e na primeira chance que teve levou a esposa para acampar com ele. Andaram de carro até onde deu; andaram mais até onde as pernas deram e chegaram no meio de nada -- lugar considerado por ele, ideal para armar a barraca. Ele, radiante com a sua descoberta, é despertado do enlevo com a pergunta da exausta esposa: E se um de nós quebra uma perna? Creio que o casamento começou a acabar ali naquele exato momento.

Sabe aquela gente assim? "Se morre".

Dezembro 01, 2001

Aprendendo com a nova geração masculina
Almoçando ontem com o Marco, meu guru presencial instituído, ele, ao lado de 4 mulheres, ao ser perguntado sobre o que achava de trabalhar só com mulher, ele, de sua habitual calma, respondeu: para mim não tem essa de ser homem ou mulher no trabalho.

É um sábio, esse rapaz. Acima e além de qualquer movimento feminino ou de qualquer postura machista, ele disse que somos todos iguais; uns mais iguais do que outros (isso ele não disse, mas eu sei)

A impaciência da vez
Depois de um dia cheíssimo, responsável pelo bagaço que me tornei à noite, e que se constituiu de cumprir compromissos em Vila Isabel, Tijuca, São Cristóvão e Botafogo, dignos de uma excursão-relâmpago tabajara, concluo que é uma chatice encher o tempo com coisas que atropelam e jogam para escanteio o tempo bom, o das escolhas pessoais.

A irritação cresce quando você quer sair do enquadro da relação madura e quer mais são todos os arroubos da juventude:

da ligação no meio do dia que diz assim: Vamos agora? E, sem tempo prá passar baton, você larga tudo e vai nessa.

daquela voz no celular, que no meio daquele rame-rame rotineiro, diz: Nossa, acabei de pensar em como adoro você.

ou do celular desligado, por conta daquela reunião comunzinha, que ao ser ligado, mostra o recado sonhado: Sabe que amo você?

Agora, presta atenção, precisa ser jovem para fazer isso? Não. Precisa é amar e não sucumbir às malditas circunstâncias que querem aprisionar o que não tem prisão que dê jeito.

Li no JB.
"Escrever é também uma forma de questionar o mundo, de observar as coisas com um olhar de surpresa, de fugir da passividade" Leslie Kaplan (Idéias, p.3)
Aniversário da Fernandinha
O meu R2 favorito e muito melhor do que ele, pois que tem aquela risada contagiante, aquele senso de humor cáustico, aquela impaciência engraçada, aquela tolerância zero, aqueles olhos pretos brejeiros, aquele cabelo que não precisa fazer escova -- faz 24 anos!

Nossa! O que que eu fazia aos 24 anos? Será que eu ria desse jeito? Já tinha essa objetividade? Não. Cada um com o seu cada um e, nesses tempos, lá estava eu levando menino prá parquinho, trabalhando na escolinha perto de casa, vivendo a vida no cenário da minha sala. Ainda não tinha rolado muita coisa. E ainda tem muita coisa a vir por aí.

E é isso que desejo para o meu R2 favorito: que os olhos estejam atentos para captar todas as felicidades que rondam; que o riso encontre sempre motivos para aparecer, ok? Estamos combinadas assim? Um beijo.

Tentando organizar meu pensamento não-linear

Você lembra que eu falei sobre minha tardia descoberta do Guerra nas Estrelas? Pois então, ontem passou na Net e parti para assistir as ações daquele garotinho Anakin. Mas qual, o epsódio era com Luke, o filho desse outrora garotinho. O outrora garotinho tinha se debandado para o lado das trevas, virou Dark Vader, com uma roupa toda preta chiquérrima. Lá pelas tantas descubro que este é o epsódio VI. Presta atenção! Adoro o pensamento não-linear, mas está ficando complicado entender a série, pulando do I para o VI. Vou colocar uma ordem nessa Guerra.

Novembro 30, 2001

Da série Ranzinza V

Aí na sua casa, tem alguém, que nunca enche as garrafas d'água e chega ao cúmulo de colocar a garrafa vazia na geladeira? Aqui tem.

Da série Ranzinza IV

Aí na sua casa, você tem uma pessoa como a Fafá, especialista em arrancar, nos dias de faxina, todos os fios da parede, deixando os telefones mudos? Aqui tem.

O Piu-piu não diria exatamente assim...

Eu tenho uma brecha da vida? Se tenho? Tenho sim?

Estou toda prosa por conta da subrosa

Você tem que ver, ler, passar por lá, aprender, enfim, descobrir se ainda não o fez, o subrosa. Minhas fatias narcísicas afloraram de uma só vez e recomendam que você vá lá agora ler o que ela escreveu sobre o que acontece nesse "bloquinho" aqui. O máximo!

Sabe aquelas pessoas que aliam o carinho no que fazem? Pois então, ela é assim. Uma crítica literária, entendida nas letras, gostando do que eu escrevo -- muito bom.

E você sabe da minha dificuldade com elogios. Fico encabulada, tendo a minimizar o motivo que gerou o elogio; seja uma roupa, que logo digo que "Ih! é velha!", ou a qualquer outra qualidade que as pessoas vejam em mim. Enfim, fico sem graça. Mas adoro. Oh! Como eu adoro que alguém me ache com coisas boas. Oba! Oba! Oba!

Obrigada, minha querida Meg. Você torna essa comunidade blogueira mais fraterna e carinhosa e essa amiga de cá, muito feliz.

Ei! Posso dizer pra todo o mundo que você é minha amiga?

Novembro 29, 2001

Muito mais fácil!


Agora está mais fácil acessar os blogs dos amigos. Eles deixaram eu colocar os seus "cartões de visita" aí do lado.

Novembro 28, 2001

Tem certeza de que ontem não foi segunda?

Pois então, pareceu tal a quantidade de coisas sobre a minha cabeça. Acontece porém que eu tenho um Plutão numa casa maravilhosa que não é para qualquer um e não é qualquer coisinha que vai me derrubar. Mas, assim mesmo, vou tratar de colocá-las nos lugares.

O dia no trabalho não foi nada fácil -- meio de bombardeio -- mas, tudo bem, sempre se acha um abrigo. Saio do trabalho e carrego uma moça até o metrô, pois ela estava se achando uma assaltada em potencial e, para evitar traumas alheios, dei-lhe carona. Aí pensei, ufa, que bom, cheguei em casa. E começou o derradeiro capítulo:

Cena 1: o cachorro passou mal, por conta da gracinha da Dona Ieda, a cozinheira, em complementar a sua ração diária com champignon -- fala sério, você conhece algum cachorro que precise comer champignon?

Cena 2: minha irmã me liga, querendo saber o que eu tinha resolvido: nossa mãe de 88 anos opera ou não? Uma pergunta simples, como vê.

Cena 3: O companheiro daqui me conta que LF, o neto, contou mentira; que não quis tomar banho; que a Dona Ieda não pode dar uma de nutricionista com o cachorro etc, etc. Ufa! Ufa! Ufa!

Cena 4: LF, o neto, tem prova de Português e simplesmente me pede para "tomar" os assuntos para ver se ele sabe. E "divinha" se ele sabia? Substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, preposição -- todas as classes gramaticais passaram a ser o programinha de duas horas.

Cena 5: Através de instruções telefônicas ao meu guru presencial, informo-lhe que vou enviar o texto pronto, com base no arquivo que vou receber -- tempos de tecnologia!

Cena 6: Vieram só os anexos do tal arquivo. O que eu queria ficou para trás.

Cena 7: "Cê tá" de brincadeira? O que que se faz depois disso? Fui dormir e larguei tudo para lá.

Afinal, o que significa exatamente essa expressão "trabalhar fora"? Definitivamente foi cunhada para expressar as atividades masculinas. No meu caso, que nem esperam eu botar o pé dentro de casa, não existe o "fora" -- me instituíram 24 horas dentro dos problemas deles, da casa, do cachorro, das decisões... Socorro! Eu quero a minha casa no campo bem pequenininha.

Novembro 27, 2001

É muito chata essa mania de achar tudo complicaaaaaaaaaaado! Na verdade, é tão fácil ser feliz, não é mesmo?
Ai! Ui! The day after...
É assim: depois da ginástica localizada -- a dor localizada. Se me empurram hoje, eu caio.

Novembro 26, 2001

Mais uma grátis

Primeiro dia de aula, a gente chega cedo. Pois então, cheguei meia hora antes -- às 6 h e 30 min estava eu, aguardando a aula grátis de ginástica localizada, que acontece lá na praia da Urca.

À toa, fiquei obsevando um homem que fazia tai-shi-shuan ou tai-chi-chuan(?), na beira d'água. Me encantam aqueles movimentos de felino. Bem, esse homem, também é aluno da turma e se ofereceu para me ensinar. Oba! Assim, vou aprender e saber mais sobre essa modalidade que não sei nem como se escreve.

O Baile - Parte Final

Eu parto do princípio, possivelmente equivocado de que você passa por aqui diariamente. Sendo assim, vou continuando os assuntos na certeza de que você me acompanha. Muito bem, pois o baile aconteceu -- e a Princesa é da Urca.

Hoje, na aula de ginástica localizada -- grátis também -- falei com ela e perguntei das impressões de virar Princesa. Tipo da conversa non-sense numa praia cuja areia ainda vivia a ressaca dos restos dos frequentadores do domingo. Mas outro dia falo disso. Então, a Princesa confessou que podia ter ganho se tivesse jogado uma flor para o público. Beijos muitos ela jogou, mas faltou a rosa beijada e jogada ao público como fecho do desfile. Meu queixo foi caindo, caindo e só não caiu mais porque a areia estava imunda. Mas, impressionante, como ela tinha uma estratégia guardada para o dia de sua aclamação como Princesa. Pasmei. E babei de inveja. Acho que algumas pessoas aproveitam os tais dos 100% das coisas (digo isso também imaginando que você já tenha lido o que escrevi sobre os 50%)

Uma experiência do coletivo lá de antigamente
Hoje, com Internet, fica fácil compreender o que é interação, troca, comunicação. E aí fiquei pensando em como antigamente a necessidade de saber dos outros e criar comunidades era vivida. E me lembrei dos Cadernos de Perguntas. Você teve um?

Era um caderno que passava de mão em mão com uma pergunta em cada página e cada um que assinava, assumia um número e respondia às perguntas, sempre no seu número. Dessa forma, você tinha acesso às respostas de todos os participantes e, algumas vezes fazia comentários sobre as respostas dos outros.

Para uma época em que as relações se davam, quase todas face-to-face e num círculo restrito, era o máximo você ler o que uma pessoa que você não conhecia, respondia. E, Caderno de Perguntas valorizado era aquele com muitos participantes; se tinha resposta de meninos, mais valorizado ainda. Tempos de antigamente.

Novembro 25, 2001

Uauuuuu! Que praia! Uauuuuuu! Que vento!
As chamadas da Veja
Você já reparou nas chamadas semanais da revista? São o que há de inteligente, engraçado e irônico. Muito bom!

Há um tempão que eu não aponto para você, o que ele escreve e que eu adoro ler, tipo essa frase:

"Quando o amor escapole do quengo é porque do coração já se foi."

O máximo, não é não?

Orgasmo agora é Lei e ganha um dia (???)

lá em Esperantina, Piauí. Pois então, a partir do próximo ano, no dia 9 de maio será o dia de se -- pensar no orgasmo -- responsável por casamentos desfeitos e traições, originados pela insatisfação sexual feminina. Está lá no JB, p.8, de hoje.

Fico pensando na falta que faz a educação... Na falta, cria-se uma lei. Não sei como ainda não pensaram em fazer lei que obrigue a população a tomar banho, a beber água filtrada, a tomar vacinas, a lavar as mãos, a escovar os dentes, a lavar bem os alimentos... Iríamos ter tantos feriados...

Tsc,tsc,tsc..., fala sério, será que não vêem que é a educação é a saída e a entrada, melhor dizendo -- a porta para o conhecimento?

Da série Ranzinza III
Aí na sua casa tem gente que sempre aperta o tubo de pasta de dentes na parte de cima, estrangulando a pasta no tubo? Aqui tem.
Treinando para ficar igual a Aninha

O que botar na tela eu sei; criar textos com certa lógica também; agora o meu sonho é digitar sem olhar para o teclado. Sonho antigo esse. Antes,eu queria tocar piano sem olhar para o teclado; agora quero digitar.

Pois então, por conta dessa minha vontade, a Aninha me deu uma dicas e cá estou eu no asdfgçlkjasdfgçlkj -- mas estão faltando dedos e sobrando teclas. Vou com calma.

É feito quando você aprende um passo novo na dança de salão. O professor diz e você fica repetindo mentalmente: 1, 2, 3, volta. Até que um dia você faz e não pensa mais.


Novembro 24, 2001

Uauuuuu! Que praia!
Será que consigo assistir ao Harry Potter, já? Estou pior do que criança.
Logo ali

Não tem coisa melhor do que programinha em cima da hora, tem?
Pois então, depois de uma semana esquisita, mas que não conseguiu fazer ninguém esquecer de que ontem era sexta-feira, 18 pessoas resolveram se encontrar num lugarzinho gostoso, na beira da praia, aos pés do Pão de Açúcar, no Círculo Militar da Praia Vermelha.

Sabe o que é ficar um tempão num lugar e ninguém te oferecer nada para você comprar? Uma vista maravilhosa, música ao vivo que deixa você conversar, comidinhas e chopp?
Muito bom e ainda tivemos a Gabriela dando uma "canja" para nós, cantando que é uma gracinha, uma música da Marisa Monte, o que vamos e venhamos, não é para qualquer um. O máximo!

Novembro 23, 2001

"Alto funcionário"
Isso não tem nada a ver com a altura do moço. É a expressão que minha mãe usa para dizer que ele ocupa um posto de destaque no trabalho. Geralmente e infelizmente para ela, ele não é da família e a expressão se encaixa na frase: "O filho da fulana está muito bem na vida. Ele é alto funcionário ..." e aí pode ser do Banco do Brasil ou da Caixa. Ah, as mães e suas expectativas. Primeiro era casar as filhas com militar. Não deu. Depois entraram as duas instituições citadas, também não foi por aí. Teve que fazer concessões.
Pois então...
Eram dois jovens e se amavam. Histórias tão diferentes, expectativas idem, ainda assim se amavam e se viam como a outra parte certa e se pensavam unidos por um amor forte. Ela atribuiu-lhe um saber da vida que ele não tinha. Ele o aceitou para não decepcioná-la. E nessa, foram-se, muitos anos de sonhos dela e dele. Esgarçou, rompeu, espatifou-se o que já se tornara frágil. Um dia, como qualquer outro, para alívio-dolorido dos dois, terminou um amor que podia ter sido e não foi. Hoje, ele é um workaholic de carteirinha, saltita o dia todo sobre as horas do relógio, fingindo-se sem dor. Ela pinta aquarelas em que mistura tintas e sonhos, lambuza os dedos e as roupas. Só mais um desencontro entre tantos por aí. Um amor tão forte e nem deu um grande escrito.



Novembro 22, 2001

O baile é amanhã!

Nossa! Essa semana maluca, entrecortada, me fez perder a aula grátis e, surpresa descubro que o baile dos alunos é amanhã. A Urca já tem candidato a Rei e Rainha. Você acredita que eu acho que não vou? Está difícil convencer o companheiro das vantagens de se "arrumar lindo", pegar o ônibus da excursão e ir lá para Jacarepaguá -- dançar. Considerando que todos esses itens não são a sua maior preferência, acho que esse programa vai furar.

Flores, flores e mais flores
Fonte

You' ve got mail!
Para guardar naquela caixinha das coisas preciosas, que não tem nem chave porque é uma caixinha inviolável. Olha só:
Quero você, a quem amo, ao meu lado; mas quero sem complicação.
Acordar e envelhecer ao seu lado. Nunca ficarmos velhos, nós e o amor.
Dividir meus sonhos e vivê-los se também forem seus. (Meu)
Onde está o espaço das brechas da vida -- aquele em que rola uma vida -- a única que é de verdade e que só nós dois juntos sabemos fazer?

Os 50% não-utilizados


Deve ser uma característica de personalidade, mas sempre tenho a sensação de que 50% das coisas que eu poderia aproveitar, se perdem; escapam pelo ralo. É assim com os aparelhos eletrônicos, que sempre sub-utilizo; com as relações que, geralmente me canso antes de descobrir possíveis ganhos com ela; com a Urca. Hoje ficou claro para mim, como eu poderia curtir mais esse bairro gostoso. Saí da aula grátis na praia e não dei um mergulho nas águas limpas. Nenhum impedimento; somente isso não ter sido cogitado. Chata essa sensação de perda.


Novembro 21, 2001

Pub carioca

Pois então, éramos 3. e parecíamos uma casa cheia, tal os assuntos iam se interligando, tecendo os fios que sustentam os papos amigos. Muito bom conhecer ela e encontrar ela, mais uma vez. Estamos estreitando o alargamento das vias da amizade. E o caminho -- os encontros nos cafés da vida.

Chegando por aqui agora

E chego sob o som do grupo The Beloved. Você conhece? Especialmente estou ouvindo Missing You. Porque prestei atenção nessa faixa, isso é outra história... Ah! a minha brecha da vida.

Pois então, voltando ao que é virtual, passo pelas listas de discussão -- que algumas vezes são de discussão mesmo e bem interessantes. E salto para o que foi a minha fútil realidade de hoje: recompor a minha identidade externa. Aportei no lugar certo cuidar disso -- um salão de beleza! E como tinha mulheres tentando recuperar algo que parece, perderam nos dias de feriados -- a beleza. Esse sentimento de vadiagem não-consentida, aberto com a sua ousadia, é muito bom.

Saio de lá e passo pelas praias cariocas e esse sentimento é compartilhado com o monte de gente que anda, bebe água de côco e faz de um nada na Atlântica e Vieira Souto. E aí, relaxo o meu sentimento de que fui a única a fugir e ir para fora dos ambientes fechados e cuida de arejar a cabeça. Porque a graça está em você aproveitar o tempo, quando você abre esse tempo para você. Você se acha único e especial, pois enquanto os outros trabalham, você sonega isso e foge.

E, olha, nem olhei para trás ou para os lados para ver se tinha alguém me seguindo ou me olhando com ar acusador. Muito boa a minha fugida. O resultado externo foi aprovado, estou com fios louros sobre o cabelo escuro como gosto de ter, as unhas vermelhas como devem estar e com a paz de espírito que os atos corajosos fazem a gente sentir.

Novembro 20, 2001

Água é liberdade!
Fonte

Da série Ranzinza II
Aí na sua casa tem gente que corta o pão e deixa todos os farelos espalhados, que grudam no seu braço quando você desavisadamente o apoia na mesa? Aqui tem.
Da série Ranzinza I
Pois então, aí na sua casa tem gente que não pode ver você concentrada? E que isso é o sinal para elas resolverem conversar com você? Aqui tem.

Circuito blogueiro I

Se você lê continuamente alguém, rápido começa a conhecer como ele vai passando, mesmo que o assunto não seja esse. Desse jeito, percebo alegrias e tristezas escondidas e reveladas nas vírgulas e pontos. Isso porque tenho quase uma rotina de visitas aos amigos que escrevem. Da maioria só conheço as letras, mas ainda assim julgo conhecê-los.

O caçula do circuito tem o encanto que todo caçula tem e descubro, a cada dia uma nova qualidade. Olha só isso lá: "D . I . A . C . S . O . N - dúvidas inúteis adquiridas em conversas sobre o nada". Sente só:

"(...) » Se seria correto incluir mapas de volta nos impressos informativos. Se é injusto explicar como chegar e ignorar como voltar. Se a volta é a ida do lado do avesso, ou se é uma experiência completamente diferente.(...)"

Agora dê uma lida va-ga-ro-sa nessa belezura dela -- Meu último homem -- transcrevo um pedacinho só para te provocar ...

"...Meu último homem terá assim um olhar
Daqueles que eu não consigo desviar
Rirá de mim, por mim, comigo, de si
Encherá meu mundo de um riso sem motivo
Estas coisas bobas de tão boas
Que fica só entre os amantes
E ninguém tem coragem de contar.(...)" Ana Maria Gonçalves

E então? Esse primeiro-último homem fecho de um ciclo de buscas e porta de um novo tempo, o máximo, não é não? Queria um homem, escrevendo -- Minha última mulher -- para mim, mas assim com esse tom de coisa infinita.

Leio essas coisas bonitas por aí e fico pensando... o que que eu estou fazendo aqui?


Novembro 19, 2001

Pensando na vida
Hoje, na andada com os amigos, constatei, mais uma vez, minha capacidade de adaptação às condições e exigências externas. Sou uma andarilha de longas distâncias, quero dizer, acredito que andando devagar, se vai ao longe. Mas hoje, encontrando meus dois amigos, quando me vi, andava rápido que nem eles. Eles não impuseram ritmo; eu é que achei que eles queriam andar rápido e andei.

Esse exemplo bobo pode ser transposto para muitas outras situações em que acho que as pessoas esperam uma coisa e, assim, na boa, antes que peçam, faço. Salto para a do outro com a maior facilidade. O engraçado é que as pessoas dizem que eu tenho uma personalidade forte, até dominadora. Concluo, que nem sempre as condições externas, são externas. No meu caso, quase sempre são internas e eu é que defino que são assim externamente. Dominadora, eu? Vai você querer conciliar impressões internas com as externas... Eu e as minhas circunstâncias, já dizia o filósofo.

E o seu domingo, foi legal?
Pois então, a mãe veio, a tia, a irmã, o sobrinho e os filhos também. Éramos 10 à mesa do almoço de domingo, em que foi proibido falar de doença; antes celebramos a vida. É que a mãe está doente e todos estamos a fim de viver com ela somente as alegrias. Aos 88 anos, tomou duas doses de uísque, comeu bobó de camarão, fritada de siri e arroz branco. A saladinha light não interessou. E isso porque está doente.

Êta geração forte essa daí!.
Andar, conversar, andar...Muito bom
Andar ao lado de dois amigos. melhor ainda. Conversamos tanto que nem senti cansaço ou vontade de parar. Na andada, vi dois homens que corriam e conversavam ao mesmo tempo. Para mim isso é que é forma física, o resto é conversa.

Novembro 18, 2001

Com muitos anos de atraso...
descobri "Guerra nas Estrelas". Pode? Adorei o Epsódio I e agora entendo o que o Marco chama de C3PO e R2. Com um grande, imenso atraso vou entendendo as pessoas e quem sabe um dia consigo me comunicar com elas?
Não é que eu seja "coruja"
Mas fala sério se não é o máximo. LF, o neto, tirou o 1o. lugar nos 400 m nado livre. A família comemorou a vitória, deixando claro que o resultado que importa é ele!

Novembro 17, 2001

Las Vegas é aqui!
Não sei porque, mas toda vez que entro aqui penso estar entrando num dos cassinos de Las Vegas.
Um "pub carioca"
Tenho fascinação para entrar num pub, de verdade, londrino. Na falta, invento o "pub carioca". E sabe o que rola por lá? Café. Pois então, estou tentando convencer o people do blogtalkshow a marcar um. Dessa forma, estaremos elevando o café tomado apressado, em pé, com aquele pires de alumínio todo amassado, que fica balançando sobre o balcão, aquela xícara branca, grossa, com a borda azul, algumas tão antigas que têm umas marcas que parecem louça "craquelê", aquele copo com água meio marron de café, onde ficam as colherinhas, aquele açucareiro de vidro que aguenta bem a pancada que você dá nele para o acúcar sair -- num novo momento de relaxamento, muito charme, muita conversa solta. A pressa, o ficar em pé, o pires, as xícaras velhas, o copo depósito de colher e o açucareiro vão continuar lá nos cafés do centro da cidade; não podem acabar nunca, pois são carioca demais. Estamos falando de criar outro cenário tão carioca/amigo quanto -- e eles já existem por aí, espalhados pela cidade. Só está faltando a gente se reunir por lá. Adoro um encontro!

Vai que é sua, Claudia!
Essa veio lá do Recife
Já disse como me amarro em ler comentários: os do meu blog e os de qualquer um. Pois então, lendo os comentários lá no Zamorim sobre o seu pai, Papai Noel há tempos, encontrei o relato do Marcelo . Com a devida autorização, segue o relato: "(...) Quando eu tinha uns 5 anos um amiguinho me disse que "o Papai Noel na verdade é o seu Pai, é ele quem bota o presente na sua cama", eu fiquei intrigado e fui investigar, depois de vasculhar todo o guarda-roupa dos meus pais eu fui até ele e disse mentiroso, meu pai não tem nenhuma roupa vermelha de papai noel. :)." Viu que bonitinho? Isso é credibilidade. Por que será que a gente perde? Em que pedaço da estrada, jaz uma parte dela?
Da série "a infeliz mulher bem-casada"
Vim entender o significado dessa expressão no dia em que uma amiga, ao ficar viúva, quebrou a marretadas a mesa da sala, que ela detestava, e que era gosto só do marido. Muito ruim. Tão melhor fazer essa marreta funcionar, enquanto ela podia quebrar o que ainda tinha conserto e tempo para a cola secar...Mesmo que as marcas da colagem ficassem para sempre estampadas ali, pelo menos teria havido uma coisa de verdade. E eu que sempre achei que eram felizes. Quanta repressão, anulação, silêncio e pseudos consentimentos. Muito ruim. Não tem que ser assim. Essa é uma das histórias que contaram para a gente e muita gente acredita nela até hoje.
Amor ou crendice? Ou as crendices no amor? Ou amor e crendice? Ou é amor ou só crendice?
Uma amiga contou que soube por uma amiga a história de uma outra amiga que, mesmo após o marido ter saído de casa, todo o dia ela colocava à mesa, seu prato, talheres, copo e guardanapo como se, a qualquer momento, ele fosse chegar. Ensinaram isso e ela fez, dia-a-dia, até que ele voltou. Se foi feliz depois disso? Não sei, mas dentro dos moldes conservadores do que era permitido a uma esposa fazer na luta para manter um casamento, creio que retrata uma época, em que havia esse estado civil de "esposa abandonada". Esse tempo já passou.(?) Sinto muito, mas essa frase necessita dos dois pontos.

Novembro 16, 2001

E o Blogtalkshow? O máximo!

Pois então, conseguimos criar um recorte para lá de amigável nessa terra blogueira. Estamos vivendo e a era do blogtalkshow. É só entrar no comentário e no clima de conversa que vez por outra rola. Ela está dando força ao movimento.

"Dono de faculdade diz que estudar é bobagem"
O JB, p.6 de hoje publica reportagem, com este título, com o dono da Estácio de Sá, "a McDonald's do curso superior". Um dos programas noturnos será a leitura da reportagem.
Está difícil manter o otimismo!
"Divinha" qual é o provável bairro a ficar primeiro, sem água? Acertou: a Urca, aqui, onde moro. Será que a Cedae tem certeza disso? Não precisa nem de uma ajuda dos universitários para saber quando vai começar a funcionar 100%, ou se esse cheiro não tem problema, a cor também não? Eu aprendi que a água é uma substância incolor, insípida e inodora. Mudou isso? Hummmm!
Robocop mais para robobão
Sabe todas aquelas coisa que você faz, para fingir que está tudo bem, sob controle, sem faltas ou saudade? Aquelas receitas que não sei se estão escritas, mas que todos nós conhecemos? As do tipo: encha-se de coisas tolas para fazer; faça-as maquinalmente várias vezes e de várias formas; costure, cozinhe, tente ler, borde (??), faça tricô ou crochê, conserte o secador de roupa, se não tem secadora, limpe a casa, faça faxina; fique pouco tempo sozinha; ocupe-se, ocupe-se, ocupe-se.

Pronto, seguindo essas sugestões você não vai dar conta da imensa falta do caramba que você está sentindo. Essa versão moderna de robocop utilitário está sempre por aí, fingindo que engana a gente.

Engana a quem? Acho isso tudo uma versão de robobão; nem um robo exterminador isso é, pois não acaba com coisa alguma. A falta permanece lá, absoluta pela sua grandeza e extensão.
É tudo fingimento, enquanto a vida passa, sem que a gente se dê conta que de repente a sua vida fica sendo essa de "é tarde! é tarde! é tarde", na versão moderna do Seu Coelho da Alice, para rolar pelas superfícies e nunca chegar ao fundo bom, ao que tem chão.
Essa brincadeira é muito da chata. Não quero mais brincar!

Novembro 15, 2001

Quero me afastar dessa margem e atravessar o rio. Está tudo tão grudadinho aqui. Alguém me ajuda?

Como é que chegam aqui?


Pois então, descobri que há uma boneca que sempre faz um monte de gente chegar por essas bandas. A busca por mulheres saradas também traz muita gente. Será que algum dia falei disso? Claro que sim, mas nunca pensei que isso seria tão marcante. Agora vê: não tenho nenhuma boneca, não sou nada sarada, mas acaba apontando para cá. Devo deixar muita gente decepcionada. Paciência.

Mudando completamente de assunto e saltando para dentro d'água. O que que há com a nossa água? Está escura e a Cedae diz que o cheiro é pelo excesso de cloro. Mas por que puseram mais cloro do que o habitual? Falei igualzinha a Alice no País das Maravilhas: mas por que pintar as rosas brancas de vermelho? Acho que tenho que ler o jornal todo.

A vida pode agora continuar
Afinal, estamos classificados. Agora fica mais fácil lidar com os aumentos, a fome, a miséria, os roubos -- afinal estamos na Copa.
Ainda não estamos no bloco dos países que decidem, lá nas Nações Unidas, mas afinal, não podemos ter tudo, não é mesmo?
Ontem pensei que aquele locutor fosse ter uma coisa! Como não pôde gritar RRRRRRoooonalllllllldinhoooooo! Atacou de RRRRRRRRRRiiiiiiiivalllllllllllllllllllldo! e sempre aos urros que ressoam como eco na minha cabeça, muito tempo depois do jogo ter terminado.
Viva a solidariedade!
Só quem vive a experiência do Blog-talk-show sabe verdadeiramente valorizar o espaço dos comentários. É um grande loft, misto de email, comentários pp. ditos, o lugar do alô, das mensagens criptografadas, o máximo! E, é o espaço da solidariedade. Tive provas disso, agora na inauguração da nova cara -- magrinha, grudadinha nas margens, ainda meio que sedada -- mas vai com a ajuda de todos, ganhando cor e formas melhores. Oba! Adoro meus pares tão solidários, compreensivos e amigos.

Novembro 14, 2001

A casa nova precisadíssima de reformas

Quem disse que daria certo? Deu certo só um pouquinho. As reformas, ajustes, acertos serão o tema principal do encontro de reconciliação que terei na sexta. Claro que não fosse o Marco, meu querido guru presencial, ainda estaria muito pior, embolados o @joyce e eu no chão aos tags e sem beijos.

Definitivamente essa não é a minha praia. Tenho mais é que frequentar as minhas aulas grátis, escrever sobre qualquer coisa que der vontade, aproveitar as brechas da vida e deixar essas habilidades de fazer coisas bonitas, para quem sabe... Oh dia! Oh vida! como diria o Hardy Ha Ha.

Pensamento lá das alturas
Olhando lá de cima, me veio a pergunta: que força é essa que tem a faixa de areia que consegue barrar a entrada das águas do mar?

Novembro 12, 2001

Afinal, em que estação do ano estamos?

Não está frio, nem quente; faz sol, mas volta e meia chove... Uma grande bagunça está acontecendo por aqui. Você conhece alguma coisa mais desacreditada do que as tais das estações do ano? Não precisa responder -- claro que conhece.

Novembro 11, 2001

Os ventos fizeram rolar a maior festa ontem no Arpoador. Uma cabeçada de windsurfs corria como carro sobre o mar. Aqui e ali havia gente de sky-dive. Uma festa para o espírito.
A foto foi ótima indicação da Lu
Vulnerável
E sei o porquê da fragilidade. Lembra do sonho-revelação? Pois então, parei para refletir sobre ele.

Tem gente que faz bem a você, não é mesmo? E ficar ao seu lado te dá vontade de fazer, realizar, produzir, zoar com prazer.
Pois então, sem ela, a brecha -- e é brecha porque é através dela que você espia como se pode ser feliz -- as tarefas são todas feitas, muito mais para o bem dos outros, do que pelos seus desejos e sonhos mais profundos.
Ainda que faça constantes concessões aos problemas, requerimentos e necessidades dos outros, segure o papel de ator principal.
Se esquecer, vai brincar de viver; ser marionete de uma peça sem graça nenhuma. Muito melhor encenar uma vida de verdade. Meio professoral? Mas conheço gente que vai adorar pensar nisso.
Estou vulnerável, mas quase brilhante!
Pescarias dominicais

Vi um pescador puxar a vara e pescar uma alga verdinha. Quem sabe um restaurante japones se interessa e compra para fazer aquela comida com ovas de peixe e arroz, enrolada com alga? 1 a 0 peixes.