E a mocinha perguntou para o mocinho: Quer casar comigo?
E a história parou aí, graças à imensa lerdeza e indecisão do rapaz. Historinha boba essa representada pelos indecisos; eles só servem para atrasar o rumo da história, não é não?
Mas sabe, foi a sorte da mocinha. Ele, o mocinho, apesar da dúvida indecisa sobre se valia a pena ou não envelhecer, envelheceu muito antes de entrar na terceira idade. O tempo que gastou não se decidindo entre a noiva loura ou morena, entre a calça preta ou branca, entre a camisa vermelha ou amarela, fez com que ele casasse com uma noiva de cabelos castanhos, usasse somente calças beiges e vestisse as camisas listradas. O restante do seu tempo foi na pracinha, na dúvida entre o jogo de cartas ou o jogo de damas. E assim foi levado pela vida, pois não teve decisão bastante para levar a vida.
Ela por sua vez, custou a conformar-se com os desígnios que volta e meia atropelam os humanos. Casou-se, enfim com quem escolheu, teve os filhos que decidiu e parece que continua até hoje a decidir sobre a vida de todos, que até chegam a sonhar com um pouco de indecisão.
E se o mocinho tivesse dito sim de primeira, teria dado certo? Mais uma das perguntas que o vento leva.
Pois então, bem dentro do assunto, um trecho de Mania de Explicação, de Adriana Falcão, publicado pelo Matchbox.
Foto: (http://brucedale.com/Farrell/default.htm)
"(...) Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. (...)"
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